Além de uma revisão nos instrumentos, cujos holofotes miram a bateria com pratos, "Guitar Hero World Tour" oferece uma respeitável seleção com mais de 80 faixas e um estúdio para que jogadores façam sua própria música. Se criação musical não é seu forte, "Guitar Hero World Tour" dá a sensação de não entregar nada além, ou até um pouco menos, do que a concorrência. Mas é um grande jogo, daqueles que dão gosto de ligar o videogame.
Herói da guitarra e amigos
| Banda completa |
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Sobre os instrumentos, nada de relevante no microfone, com fio e praticamente idêntico ao de "Rock Band". Já a guitarra ganhou uma "barra de toque", que pode ser usada como uma opção aos tradicionais cinco botões coloridos. Agora, algumas músicas oferecem uma seção em que a partitura fica mais escura, às vezes com notas interligadas por uma linha. Neste momento, e se desejar, deslize o dedo pela barra para "matar" as notas. É mais ou menos a mecânica de jogar "Guitar Hero" no controle tradicional, algo bem comum no Brasil. Talvez por falta de hábito ou prática, mas a sensação é de atraso na resposta e na hora do "vamos ver" a precisão dos botões tradicionais grita mais alto. A guitarra também ganhou um atalho para ativar o "star power". Ao invés de incliná-la, basta pressionar com a palma da mão o largo botão (e bem localizado) para multiplicar seus pontos. Só tome cuidado para não pausar o jogo acidentalmente, já que dois botões de "start" ficam nas extremidades deste atalho.
| Bateria de músicos profissionais |
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A confiabilidade dos instrumentos preocupa. Assim como aconteceu no lançamento de "Rock Band", relatos em blogs e fóruns de guitarra com botões emperrados ou bateria que não responde não são raros. No teste do UOL, após abrir 60 músicas no modo carreira, o guitarra ficou barulhenta. Nada de errado com a bateria, mas é preciso um pouco de firmeza (sem exageros) ao acertar os pratos.
Modo carreira é militar
É de imaginar que a equipe que produziu de "Guitar Hero World Tour" tenha pesquisado muito "Rock Band". Provavelmente sim, talvez não. Seja como for, fica difícil entender algumas decisões de interface e estrutura. Lançado após que o concorrente, era de esperar que oferecesse soluções melhores, ou ao menos similares. Há muito espaço para correções, principalmente no modo multiplayer.
| Heidi Klum está no comercial |
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Com amigos ou sozinho, é no modo carreira que o jogador irá abrir as músicas do Coldplay, Lenny Kravitz, Michael Jackson, The Eagles, Wings, Paramore, Jimi Hendrix e de muitos outros cantores e bandas. As músicas são agrupadas em shows, que passam por várias cidades e países. No entanto, a estrutura é rígida demais quando comparada a de "Rock Band". Há pouco espaço para escolher ordem - toca-se três ou mais músicas em seqüência e o bis - e faixas compradas na loja virtual integram-se superficialmente ao repertório. Uma vez baterista, assim o será até o final da turnê. Ou seja, não é permitido trocar de instrumento no meio do modo carreira.
Além da multiplayer online, com o confronto de bandas, "World Tour" importa o duelo de guitarras de "Guitar Hero III". Mas desta vez, ao invés de sacanear o oponente, basicamente vence quem tocar melhor. Uma pena que os produtores não evoluíram a idéia para outros instrumentos - um duelo entre bateristas certamente seria bem vindo.
Faça sua música e guitarra
| Compartilhe suas músicas |
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Vale um adendo aqui para falar da versão do Wii, que explora algumas funções inéditas ao console: o login automático na rede Nintendo Wi-Fi connection e suporte a cartões SD card. Com isso, Wii fica próximo ao Xbox 360 ou do PlayStation 3 em funcionalidades, com jogadores podendo consultar a rede de amigos a qualquer momento e acesso instantâneo as músicas baixadas direto do cartão de memória.
Apesar de não oferecer opção de adicionar letra ou vocais o "Music Studio", é robusto em recursos, mas nada amigável. Exige atenção aos tutoriais e algumas horas de dedicação para produzir resultados. A grande maioria passará batido pelo item no menu, outra parte deve desistir nos primeiros passos, mas vale a pena conferir a criatividade dos usuários no "GH Tunes". Algumas são interessantes, mas todas têm jeitinho de música de Master System. Não por culpa dos criadores, mas por causa da qualidade da biblioteca de sons da ferramenta de "Guitar Hero World Tour".
| O guitarrista Sting |
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